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“E essa Justiça desafinada é tão humana e tão errada”. Renato Russo

Fruet diz que aceitou risco de ser rejeitado pelo PSDB

Posted by marcocsouza em janeiro 17, 2007

Candidato alternativo à presidência da Câmara depende da aprovação dos tucanos. Segundo ele, grupo da “terceira via” não tinha mais tempo para esperar por outro nome.
Em entrevista ao G1, o deputado Gustavo Fruet (PSDB -PR) disse que aceitou o “risco” de se lançar candidato pelo grupo da “terceira via” sem contar ainda com o apoio do PSDB. “Todo processo tem ousadia e um pouco de risco”, disse.
Segundo ele, não havia mais tempo para a “terceira via” esperar por um outro nome. A opção foi lançá-lo e, agora, buscar o apoio da bancada tucana.

Fruet disse que confia que os colegas tucanos o apoiarão, e afirmou que uma posição contrária à sua candidatura não dará “respaldo” para que siga em frente.

“Não é questão de abrir mão. É que não vou estar respaldado. É evidente que vou respeitar (a decisão)”, afirmou. Segundo o G1 apurou, embora não assumam publicamente, Fruet e os deputados tucanos que participaram da reunião da “terceira via”, entre eles Paulo Renato Souza (SP), José Aníbal (SP), Silvio Torres (SP) e Raquel Teixeira (GO), decidiram correr o risco porque acreditam que, dificilmente, o PSDB vai preterir um candidato do partido em favor de um petista. Na reunião, um dos deputados chegou a dizer que o PSDB “acabaria” se optasse por esse caminho.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

G1 – Por que não esperar a reunião do PSDB na semana que vem para lançar seu nome? Não haverá o risco de um recuo?
Fruet – Fizemos uma opção. Eu defendi que não havia a necessidade de indicar um nome. Outros, não. Disseram que não podiam mais perder tempo. Não existe uma equação, uma fórmula. É um processo. Todo processo tem ousadia e um pouco de risco. Estamos assumindo essa possibilidade (de recuo). Avaliamos que outra candidatura, como da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a quem tenho muito respeito, não iria somar nenhum apoio e não iria permitir que essa discussão fosse aberta no PSDB.
G1 – Se a bancada do PSDB decidir na semana que vem manter apoio ao Chinaglia, o senhor abre mão da candidatura?
Fruet – Não é questão de abrir mão. É que não vou estar respaldado. É evidente que vou respeitar. Se estou entrando num processo desses, estou legitimando o processo. Para ganhar ou perder. Isso não depende mais de mim. A confiança é de que esta disputa pode permitir a candidatura.
G1 – Pouco antes de começar a reunião do grupo da “terceira via”, o senhor disse que aceitaria somente uma “pré-candidatura”, porque dependeria do aval da bancada do PSDB. O que o convenceu a assumir uma candidatura sem contar ainda com o apoio do partido?
Fruet – É que os jornalistas perguntam durante as reuniões, enquanto ainda não encerramos os trabalhos. Fizemos a avaliação de que poderíamos ter um candidato somente para marcar posição. Então se avaliou que só para marcar posição não tem sentido. Passaria a imagem de uma anticandidatura. Não queriamos isso, mas sim uma imagem de candidatura a favor de Câmara. E, para viablizar uma candidatura, não adianta apenas a vontade de alguns deputados. Mas precisamos construir isso com apoio de alguns partidos. O PSDB, apesar do anúncio ao Chinaglia, abriu a discussão para a próxima terça-feira, o que dá a possibilidade de se buscar esse apoio dentro da bancada. Não se trata de vitória do grupo A ou B do PSDB. Agora, se o PSDB entender que é viável a candidatura de um nome do partido, é evidente que isso torna minha candidatura viável.
G1 – Como viabilizar uma candidatura lançada por um grupo de apenas 15 deputados entre 513?
Fruet – O Aldo foi eleito e, agora disputa a reeleição, sendo de um partido de 13 deputados (PC do B). É evidente que isso é um processo dinâmico. E vamos avaliar nos próximos dias. O que não podemos é ficar de braços cruzados. Isso é abdicar do mandato. Aí vou para a casa. Isso serve como motivação. Ficar de novo num mandato discutindo salário e investigando deputado é repetir e precisamos repensar o papel da Câmara. Queremos sentir se os deputados que estão vindo estão dispostos a buscar esse caminho.
G1 – Aliados de Aldo comemoram sua candidatura, porque, acreditam, pode viabilizar um segundo turno entre ele e Chinaglia, inclusive com seu apoio…
Fruet – Espero apoio dele do segundo turno. É questão realista. Não posso admitir isso. Até porque nos enfraquece. São etapas. Vamos supor se consigo ter o apoio do PSDB? Daria mais viabilidade.
G1 – A Câmara se desgastou no fim de 2006 com a tentativa de aumentar em 91% os salários dos deputados. Qual sua proposta se for eleito presidente?
Fruet – A reposição da inflação (o que daria um aumento de 28,4%). Até porque todos vão compreender que é um erro insistir nesse debate. Se a Câmara tiver a capacidade de manter uma agenda positiva, esse é um tema que pode ser retomado, com muita serenidade. O que não podemos é ficar na dependência dos demais poderes e entrar num debate que gerou uma reação como nunca se viu na Camara.
G1 – Além dos salários, quais outras propostas de campanha?
Fruet – Fim do voto secreto, reafirmar autonomia do Legislativo em relação às medidas provisórias, entre outras coisas. E também estabelecer temas que são de interesse da sociedade, como reforma política e trabalhista.
G1 – A “terceira via” usa a bandeira da ética contra Chinaglia e Aldo. O senhor acredita que sua candidatura se diferencia dessa maneira?
Fruet – Não por isso. Até porque acho isso uma pretensão que acaba sendo uma arrogância achar que um é ético e outro, não. É um erro colocar o debate nesse sentido. O que diferencia é que minha candidatura não tem as amarras das candidaturas apresentadas, não tem que descobrir quem é mais leal ao governo. É conversa franca, respeitar os parlamentares, a Câmara e evitar que a Casa entre numa posição de que só ela é responsável pelo o que foi denunciado nos últimos meses.
G1 – O líder do PSDB, Jutahy Magalhães (BA), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), teriam articulado, juntos, o apoio a Chinaglia. O senhor vai pedir seus apoios?
Fruet – Vou. Mas acho improvável que o líder Jutahy mude de opinião. Embora ele tenha tido um gesto correto de mudar e marcar essa reunião da bancada para o dia 23. E vou falar com o governador José Serra porque não vi manifestação dele de que apóia o Chinaglia. É uma liderança importante para o país e o partido.
G1 – O que significa a “terceira via”?
Fruet – Uma candidatura a favor da Câmara dos Deputados.

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