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“E essa Justiça desafinada é tão humana e tão errada”. Renato Russo

Maturéia tem 115,4 mortes para cada mil crianças nascidas vivas

Posted by marcocsouza em janeiro 26, 2008

Tá no Vitrine Patos:

trinta e uma cidades possuem os piores desempenhos de mortalidade infantil da Paraíba na comparação com o índice de mortalidade no Estado, que é de 39,4. A cidade de Maturéia encabeça a lista das 10 piores taxas com 115,4 mortes para cada mil crianças nascidas vivas. Desterro vem em segundo lugar com 80,0 e Zabelê com 78,4 ocupa a terceira posição. O município de Algodão de Jandaíra vem em quarto lugar com 73,8. Na seqüência aparecem Areia de Baraúna com 69,8, Serra da Raiz com 69,0 e as cidades de Gurjão e Mato Grosso empatadas na sétima colocação com 66,7. Os municípios de Manaíra com 60,6, São José do Sabugi com 60,0 e São José de Princesa com 57,1 completam a lista das piores cidades para a sobrevivência de crianças até o primeiro ano de vida.

Os dados preliminares são do relatório da Secretaria de Sáude do Estado e de acordo com a gerente Executiva de Vigilância em Saúde, Dionéia Garcia, os números finais ainda serão computados, após a investigação dos óbitos num período de 3 anos.

No município de Maturéia, distante 342 km de João Pessoa, o índice de mortalidade infantil de 115,4 é três vezes maior que a média estadual e quase 5 vezes maior que a nacional de 24,9. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Ana Raelma Mendes, as mortes verificadas em 2006 foram correspondentes a óbitos ocasionados por diarréia nas crianças de até 1 ano de idade e é considerado alto, se comparado com as taxas estadual e nacional. “Em 2006 foram 108 nascidos, mas três morreram por infecções no intestino. As mães tiveram acompanhamento da equipe do Programa de Saúde da Família (PSF) durante todo o período de gestação, mas elas moram em bairros sem saneamento básico e de pouca higiene”, explicou. Na comparação com a média nacional de 24,9, há 66 municípios paraibanos que estão com a taxa superior, ou seja, possuem grande incidência de mortes de crianças no primeiro ano de vida.

Os municípios mais desenvolvidos do Estado apresentam mortalidade inferior à média estadual e nacional. Santa Rita tem o melhor desempenho com taxa de 12,1. Depois vem a capital com 16,8, Conde com 17,5, Bayeux com 19,2, Campina com 19,3 e Cabedelo com 22,8.

De acordo com a gerente executiva de Ações Programáticas e Estratégias do Estado, Valderez Araújo, o motivo das cidades paraibanas apresentarem taxas superiores à média estadual e nacional é ocasionada pela ineficiência do sistema público de saúde associado à falta de informação das mães. “As pessoas que moram na zona rural, por exemplo, têm dificuldade de irem ao médico. Nas cidades sem profissionais especializados, as mães precisam viajar até João Pessoa ou Campina para terem acesso aos serviços. Outro problema é que as famílias desconhecem os direitos em relação à assistência médica e acabam procurando poucas vezes as unidades de saúde”, afirmou.

Óbitos foram reduzidos em 2007

Após a alta taxa de mortalidade contabilizada em 2006, o poder público de Maturéia tomou medidas para reduzir os óbitos para apenas 1 em 2007. A Secretaria de Saúde da cidade passou a oferecer o serviço de nutrição para mães, que tiveram acesso a uma educação alimentar específica voltada para o aleitamento materno. Outras medidas foram a criação do grupo gestantes e adolescentes onde são trabalhados vários temas, entre eles, o cuidado e a prevenção de doenças às crianças recém-nascidas e orientação sobre o uso de preservativos para evitar a gravidez precoce nas garotas. Para Ana Raelma, as melhorias de infra-estrutura foram as ações mais importantes para a redução da mortalidade infantil. “Os bairros mais pobres receberam calçamentos e saneamento, que é o principal, pois grande parte das doenças são ocasionadas pela água contaminada. O fornecimento de água melhorou e passou a ser encanado. Antes a cidade era abastecida por carros-pipa”, declarou. Também ocorreram parcerias entre a Saúde e Educação para orientar os estudantes sobre os cuidados com a água suja e prevenção de doenças.

ÍNDICE CAI NA PB

O relatório da Unicef mostra que de 1991 a 2006, a taxa de mortalidade caiu de 77,4 para 39,4 na Paraíba e segundo Valderez, a tendência é de queda no índice no Estado nos próximos anos devido a políticas públicas do governo gederal em parceria com Estados e municípios. “O PSF trouxe o médico para perto da comunidade e os atendimentos são mais freqüentes nas cidades. A realização do exame Pré-Natal também tem contribuído para que as grávidas tenham uma gestação mais tranqüila, além das campanhas nacionais de aleitamento materno e vacinação em massa contra o sarampo e a poliomielite”, enumerou a gerente Executiva de Ações Programáticas e Estratégias do Estado. O cálculo da taxa de mortalidade é a divisão de óbitos pelo número de nascidos vivos e o resultado é multiplicado por mil. (BH)

10 Respostas to “Maturéia tem 115,4 mortes para cada mil crianças nascidas vivas”

  1. Imparcial!!! said

    ATENÇÃO!!!

    É esse o futuro de Maturéia?

    Essa é a administração que trará qualidade de vida para a população de Maturéia?

    LEIAM:

    Maturéia tem 115,4 mortes para cada mil crianças nascidas vivas

    Olávio Silva – Teixeira FM 104,09

    Trinta e uma cidades possuem os piores desempenhos de mortalidade infantil da Paraíba na comparação com o índice de mortalidade no Estado, que é de 39,4. A cidade de Maturéia encabeça a lista das 10 piores taxas com 115,4 mortes para cada mil crianças nascidas vivas. Desterro vem em segundo lugar com 80,0 e Zabelê com 78,4 ocupa a terceira posição. O município de Algodão de Jandaíra vem em quarto lugar com 73,8. Na seqüência aparecem Areia de Baraúna com 69,8, Serra da Raiz com 69,0 e as cidades de Gurjão e Mato Grosso empatadas na sétima colocação com 66,7. Os municípios de Manaíra com 60,6, São José do Sabugi com 60,0 e São José de Princesa com 57,1 completam a lista das piores cidades para a sobrevivência de crianças até o primeiro ano de vida.

    Os dados preliminares são do relatório da Secretaria de Sáude do Estado e de acordo com a gerente Executiva de Vigilância em Saúde, Dionéia Garcia, os números finais ainda serão computados, após a investigação dos óbitos num período de 3 anos.

    No município de Maturéia, distante 342 km de João Pessoa, o índice de mortalidade infantil de 115,4 é três vezes maior que a média estadual e quase 5 vezes maior que a nacional de 24,9. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Ana Raelma Mendes, as mortes verificadas em 2006 foram correspondentes a óbitos ocasionados por diarréia nas crianças de até 1 ano de idade e é considerado alto, se comparado com as taxas estadual e nacional. “Em 2006 foram 108 nascidos, mas três morreram por infecções no intestino. As mães tiveram acompanhamento da equipe do Programa de Saúde da Família (PSF) durante todo o período de gestação, mas elas moram em bairros sem saneamento básico e de pouca higiene”, explicou. Na comparação com a média nacional de 24,9, há 66 municípios paraibanos que estão com a taxa superior, ou seja, possuem grande incidência de mortes de crianças no primeiro ano de vida.

    Os municípios mais desenvolvidos do Estado apresentam mortalidade inferior à média estadual e nacional. Santa Rita tem o melhor desempenho com taxa de 12,1. Depois vem a capital com 16,8, Conde com 17,5, Bayeux com 19,2, Campina com 19,3 e Cabedelo com 22,8.

    De acordo com a gerente executiva de Ações Programáticas e Estratégias do Estado, Valderez Araújo, o motivo das cidades paraibanas apresentarem taxas superiores à média estadual e nacional é ocasionada pela ineficiência do sistema público de saúde associado à falta de informação das mães. “As pessoas que moram na zona rural, por exemplo, têm dificuldade de irem ao médico. Nas cidades sem profissionais especializados, as mães precisam viajar até João Pessoa ou Campina para terem acesso aos serviços. Outro problema é que as famílias desconhecem os direitos em relação à assistência médica e acabam procurando poucas vezes as unidades de saúde”, afirmou.

    Jornal da Paraíba

    Está na hora do povo de Maturéia se libertar “dessas pragas do Egito (Álvaro Dantas, Daniel Dantas, Zé Pereira e tantaos outros).

    Chega de morte!!!
    É hora de semearmos à vida!

  2. Anônimo said

    Imparcial devia primeiro procurar saber qual foi a causa das mortes de 03 crianças em 2006, inclusive uma das mortes foi o menino de Gerlinda que já nasceu com problemas cardíacos, até em São Paulo foi e não teve jeito e devia publicar também que em 2007 só teve um óbito, vc não se diz imparcial, será que todas as mortes agora é culpa da administração? se o Prefeito fôr do seu lado certamente não irá morrer nem criança e nem adulto. Imbecil!

  3. Analista said

    Esse Imparcial é uma besta quadrada mesmo, será a administração culpada por todas as mortes de crianças de Maturéia, num mundo cheio de doenças, misérias, fome, pobresa e muita gente ainda vivendo no século XVIII, ou seja com uma mente entavancada em costumes e crenças populares, que muitas vezes preferem dar ouvidos a uma parteira ou qualquer outra pessoa ao invês de seguir a orientação médica para cuidar de sua saúde e dá saúde de seu filho, pois nos dias de hoje já vi mais de uma vez o secretário de saúde de Maturéia dando uns carões em mulheres que lhe aparecem com 7 a 8 meses de gestação sem ter feito sequer uma ultra-som e vejo o desespero dele diante de tais absurdos, o municipio através dos programas de saúde da familia dispõe de medicos, enfermeiras e odontologas para atendimento a população dessa municipalidade, mais casos isolados ocorrem e digo ao caro imparcial que administração nenhuma impede que morram crianças, joves ou adultos em qualquer parte do mundo, e lhe pergunto será que os municipios onde morrem poucas ou nhenhuma criança menor de 1 ano de idade sempre foram assim? amigo falar é fácil, difícil e estar diante do problema e resolve-lo, pense melhor antes de mandar seus comentários poucos contrbutivos para a realidade deste Municipio.

  4. Imparcial!!! said

    Aos dois últimos comentários,

    Não!
    O povo apenas clama por melhorias. Aí sim!
    Com certeza, a falta de uma melhor qualidade de vida para o povo de Maturéia é CULPA da ATUAL e INCOMPETENTE administração.

    Mas, o tempo de irresponsabilidade está acabando!

  5. Anônimo! said

    Tô achando que este tal de imparcial tá clamando por melhoria mas pra ele, acho que ele tá de olho em algum cargo comissionado da prefeitura doidinho pra entrar lá e não tá cahando brecha.

  6. Xerokinho said

    Este coitado deste imparcial, vai arrumar o que tereza arrumou atrás da moita.

  7. anonimo said

    Discutir saúde pública com analfabetos é mesmo que mandar um jegue atravessar o oceano, acho que nem um gestor deste brasil admite ou acha bonito sua populalção morrer e a gestão ficar de braços cruzados.É muita idiotice de muitos.Pobres dos ACS de Maturéia, que dão o sangue para encontrar as gestantes que muitas vezes elas escondem a gravidez e os mais críticos simplimesmente não fazem nada.Hoje mesmo estavam atrás de uma gestante que faz cinco meses que esconde a gavidez.De quem é a culpa?Perdão Senhor esta oposição não sabem o que dize.
    Ah!!! E tem mais faltou exames?Usg?encaminhamentos para especialidades?Enfermeiros para o pré-natal?Como está o aleitamento exclusivo?Os exames de mama e citologico? A imunização do município como está? As campanhas educativas como foram o ano passado? Faltou contraceptivos nas Unidades?Como está as visitas do PSF? E grupo de gestante e dos idosos como foi o ano passado? Quantos casos de dengue teve? Quantas tomografias foram realizadas?
    E tantas outras ações que o município realiza.
    É muito bom falar dos outros e não ter a coragem de ir a uma rádio ou jornal, se todos estes boatos é pra ganhar uma eleição tirem o cavalinho da chuva se não ele se molha.E tem mais vai se repeitir a mesma surra da eleição passada.
    Gestão pública é um conjunto de fatores que deve ser avaliada, pegar um indicador e fazer tempestade é morre na praia sem nadar.
    Não sou da área da saúde mais aguardem a eleição está chegando quem não tem serviço prestado que saiam do meio por que desta vez o bicho vai pegar mais uma vez.
    kkkkkk, mais uma vez “Perdão Senhor eles não sabem o que fazem.
    E o pior tem uns que nem pensam…

  8. XEROCAO said

    Gostaria que o autor dessa matéria explicasse em quantos anos matureia nascem mil crianças… se ele for bom em matematica saberá que esses MIL nascimentos só é possiel no decorrer de + ou – 10 anos e que essa conta dividida por 10 será igual a 100 nascimentos por ano…

    Moral da historia..

    “Maturéia tem 115,4 mortes para cada mil crianças nascidas vivas” EM 10 anos contando ate mesmos com as mortes do tipo do filho de gerlinda… que foram dois… que a administração nao tem nada haver.
    estao fazendo de tudo pra sujar a imagem de uma administração fez matureia progredir…

  9. ivania paula said

    gostaria de obter contato com o vereador eleito agora em 2008 alexandre alves da cidade de matureia paraiba.

  10. ivania paula said

    gostaria de obter informações sobre seu projetos na cidade de matureia tenho parentes nessa cidade gostaria de melhorias na cidade de matureia

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